quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

O segredo é perdoar


Caridade é dar-se inteiro a alguém que não merece


Para perdoar os outros devemos sempre nos lembrar de como Deus nos perdoou em Cristo. Devo perdoar quem me ofendeu não porque eu seja bom ou a pessoa seja boa. Devo perdoar não porque a pessoa mereça ser perdoada. Afinal de contas, se formos tentar saber se a pessoa tem ou não tem a culpa, se fez aquilo consciente ou inconscientemente, acabaremos por cair no murmúrio, até porque naquele momento nosso coração está ferido e machucado e, numa situação assim, ninguém consegue pensar corretamente. Logo, para evitar qualquer possibilidade de alimentar a mágoa, o segredo é perdoar imediatamente. E perdoar como o Senhor nos perdoa. Para isso é preciso revestir-se da caridade.
Caridade não é dar alguma coisa a alguém. Isso é filantropia. Caridade é dar-se inteiro a alguém que não merece! Foi isso que Jesus fez por mim e por você. Foi isso que Jesus fez pela humanidade inteira. Ele se ofertou, inteiramente, a todos, inclusive àqueles que estavam sendo usados para crucificá-lo: "Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem" (Lc 23,34).
Jesus, na cruz, nos ensina um dos grandes segredos para a cura do ressentimento: Declarar o perdão! Independentemente do fato de o outro merecer, eu preciso perdoar e declarar o perdão. Ao rezar ao Pai pedindo que perdoasse aqueles que o estavam matando, Cristo nos ensinou uma oração de cura do ressentimento para ser usada em todas as circunstâncias, inclusive naquelas em que não estamos conseguindo perdoar. Ao pedir ao Pai que perdoasse aquelas pessoas, Jesus nos ensinou a contar com o Pai nas situações mais difíceis de nossa vida. Mostrou-nos que o Pai está sempre pronto a nos ajudar a perdoar. Ensinou-nos também que, quando não conseguimos perdoar, devemos pedir ao Pai que perdoe em nosso lugar. Mas está implícita também, na oração do Senhor, a verdade de que toda ofensa dirigida a alguém sempre termina por acertar no coração do Pai. Tudo o que fazemos de mal a alguém atinge afinal também o coração do Pai, pois Ele nos ama e nos fez imagem e semelhança d'Ele.
Como imagem e semelhança que somos de Deus, precisamos dar um passo a mais e nos transformar em filhos do Pai do Céu. Só nos tornamos verdadeiramente filhos de Deus quando passamos a agir segundo Deus. Quando não perdoamos, nos assemelhamos ao encardido e aos poucos nos tornamos filhos dele, quando o reproduzimos em nossos sentimentos e depois em nossas atitudes. O filho deve ter a cara do pai. O filho traz consigo o sangue do pai. Se fizer um exame genético no filho, acaba-se por descobrir o pai. Por isso tanta gente faz hoje o exame de DNA.
Quando cheguei a Nagoya, uma das maiores cidades do Japão, vi um jovem com uma camiseta na qual estava estampada a sigla DNA – e sob ela algo que um dia eu disse num acampamento da Canção Nova: Deus, nosso Autor!. Fiquei tão feliz em ver uma frase que tive a inspiração de dizer estampada naquela camiseta. Imagine, então, a alegria de Deus quando vê estampado em nosso coração o amor que Ele semeou em nós. Somente pelo perdão vivido explicitamente é que nos tornamos, de fato, filhos e filhas de Deus. Enquanto não perdoamos, estamos vivendo como se fôssemos adotados pelo encardido. Aliás, muitas vezes, nos comportamos assim.
É preciso perdoar sempre e perdoar especialmente os que não merecem nosso perdão. Esse é o segredo que nos faz agir como filhos e filhas de Deus.
(Trecho extraído do livro "A Cura do Ressentimento" do saudoso padre Léo - SCJ).


sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Vigilia de Ano Novo

A Alegria da Nossa juventude

Apos o Santo Sacrifício da Missa do dia 31 de dezembro de 2008, o Santíssimo foi exposto para Adoração durante toda a madrugada.
Durante toda a madrugada ate as 6:00h da manha Jesus Sacramentado foi Adorado e Reparado com toda a Potencia de nossas almas, com todo o Amor e Dignidade!
Neste Sublime Ato de Adoração, o Senhor manifestou seu Amor por cada um de nós, e como fruto dessa Adoração, o Senhor proporcionou pra seus filhos o seu Amor Infinito, realizando milagres e Prodígios no nosso meio.

Gratidão ao Teu Corpo e o Teu Sangue, pois Eles nos farão ir ate o fim!

Gratidão a Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento, que conosco Adorou o Seu Filho!

Gratidão ao nosso pároco, Pe. Manoel Moura por seu Amor de Pastor.

Gratidão a todos que conosco Adoraram Jesus Sacramentado!

PAZ e BEM

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008







O Sentido do NATAL

Os profetas já tinham anunciado...
“Um renovo sairá do tronco de Jessé, e um rebento brotará de suas raízes. ”(Is 11,1).
“O próprio Senhor vos dará um sinal: uma Virgem conceberá e dará à luz um Filho, e o chamará Deus Conosco” (Is 7, 14).
“O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; sobre aqueles que habitavam uma região tenebrosa resplandeceu uma Luz... um Menino nos nasceu, um filho nos foi dado, a soberania repousa sobre os seus ombros, e ele se chama: Conselheiro Admirável, Deus Forte, Príncipe da Paz” (Is 9,1-7)
E o profeta dá uma amostra do Reino a ser implantado por esse Menino Deus:
“Então o lobo será hospede do cordeiro, a pantera se deitará ao pé do cabrito, o touro e o leão comerão juntos, e um menino pequeno os conduzirá; a vaca e o urso se fraternizarão, suas crias repousarão juntas, e o leão comerá palha com o boi. A criança de peito brincará junto à toca da víbora, e o menino desmamado meterá a mão na caverna da serpente. Não se fará mal nem dano em todo o meu Santo Monte.” (Is 11, 1-9)
O Natal é a festa do amor de Deus pelo homem. Para salvar a criatura amada, Ele mesmo se faz homem, assumiu a nossa frágil natureza, sem perder a divina, e veio resgatar o que estava perdido. A humanidade tinha uma dívida impagável com Deus; e nenhum homem poderia pagar este resgate. Esse Homem tinha que ser ao mesmo tempo homem e Deus, para ser a ponte – o Pontífice – entre Deus e o homem. O rio do pecado havia derrubado a ponte da comunhão da humanidade com Deus.
Jesus veio pagar a nossa dívida. O Redentor, assumindo a natureza humana, se tornou o único Mediador entre Deus e o homem. Em virtude da natureza humana Ele pode morrer; em virtude da natureza divina pode ressuscitar e nos devolver a vida eterna para a qual fomos criados.
Aquele que nasceu na terra é o mesmo que foi gerado desde toda a eternidade, consubstancial ao Pai e ao Espírito Santo, “Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro”!
Depois que o Verbo de Deus se fez homem, ninguém mais pode duvidar do amor de Deus pela humanidade. Seria blasfêmia. O Deus infinito se fez limitado, o Rei do universo se fez escravo, o Soberano das nações se fez pobre para nos enriquecer, o Imortal assumiu a nossa morte para destruí-la...
Na criancinha do estábulo somos levados a adorar a divindade e a vislumbrar a glória do Pai que está no Filho, e que foi concebido no seio da Virgem Maria, pelo poder do Divino Espírito Santo.
São Leão Magno num de seus mais belos sermões de Natal, relembra a nossa grandeza: “Reconhece, ó cristão, a tua dignidade, e, já que foste feito participante da natureza divina, não queiras voltar à antiga vileza com procedimentos indignos de tamanha nobreza”.
Jesus nasceu para nos transladar para o Reino da luz , do qual é preciso começar a participar já nesta terra. Então, diante do Presépio, o batizado deve se lembrar que, ao ser regenerado na pia batismal, se tornou o templo vivo da Trindade Santa e que, portanto, não pode mais cometer más ações que expulsem Deus de sua alma, e o faz submeter-se, de novo, à escravidão do diabo.
Diante da manjedoura, que cada um renuncie às obras da carne (Gl 5,19). Somente assim as alegrias do Natal serão verdadeiras e não uma mera comemoração externa de um fato histórico.
São Leão Magno frisa no seu Sermão que: “Nasceu hoje o nosso Salvador”. Este “hoje” quer dizer que a mesma eficácia salvífica que o acontecimento de Belém trouxe ao mundo, acontece “hoje” para aqueles que participam desta Festa através da liturgia. Os atos salvíficos de Cristo se realizam novamente, dando à alma fiel as graças do Natal. O Redentor repete a cada um o que foi dito através do profeta Isaías: “Aqueles que esperam em mim não serão jamais confundidos” (Is 49, 23).
O Menino-Deus nascendo numa pobreza total vem nos ensinar que não são os bens terrenos a fonte da felicidade verdadeira, e nos convida a conquistar um reino de eterna felicidade, destino e grandeza de quem foi criado à imagem e semelhança de Deus.
O silêncio da gruta santa de Belém, bem longe do barulho de uma civilização hedonista e materialista, chama-nos à adoração e à meditação. Naquela gruta pobre e simples, encontramos os melhores modelos de justiça e santidade: Jesus, José e Maria.
A transcendência do Natal nos convida a nos colocarmos a serviço deste Menino, que veio para implantar entre nós o Seu Reino de paz, amor, justiça, verdade, santidade e liberdade; que são os nossos maiores anseios. Por isso, a melhor maneira de viver bem o Natal é comprometendo-se com Jesus a trabalhar pelo seu Reino, através da Igreja, com amor puro e reta intenção.

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br